segunda-feira, 26 de maio de 2014

Documentário de Sérgio Tréfaut - The cite oh the dead - "A cidade dos mortos"



The City of the Dead in Cairo is the largest necropolis in the world. A million people live inside the cemetery - in tomb houses, or in the buildings that have grown up around them. The cemetery has everything: bakeries, cafes, children's schools and puppet theatres... Although the City of the Dead extends for more than ten kilometres along a motorway, it is still a village where mothers scheme to find the best match for their daughters, boys chase girls, and neighbours fight.Prepared and shot over five years (2004-2009), this film aspires to show the invisible soul of the cemetery.

Samuel Beckett's classic WAITING FOR GODOT - "Esperando Godot"


This fall, four great actors return to Broadway in two great plays, performed in repertory. IAN McKELLEN, PATRICK STEWART, BILLY CRUDUP and SHULER HENSLEY star in Harold Pinter's comedy NO MAN'S LAND and Samuel Beckett's classic WAITING FOR GODOT. Sean Mathias' productions present a startling new look at these two theatrical masterpieces.

Morador de rua nos EUA desabafa em entrevista a uma rede de TV americana




Um homem (morador de rua dos Estados Unidos), aproveita uma entrevista que uma rede de TV americana sobre os moradores de rua, e faz um desabafo surpreendente, e que deixa uma lição para cada um de nós sobre o "dever" que temos em ganhar almas e ajudar aos sofridos.

    Artigo - A cidade dos mortos e os processos de favelização

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    A cidade dos mortos e os processos de favelização

    Escrito por Amanda Martinez Elvir   
    Seg, 30 de Dezembro de 2013 00:00



    DivulgaçãoDivulgação

    Há 42 anos, o arquiteto norueguês Christian Norberg-Schulz falava que a casa continuava sendo o lugar central da existência humana, o espaço em que a criança aprende a compreender sua existência no mundo e o lugar de onde o homem parte e regressa.

    Neste momento, a construção de um edifício de apartamentos está sendo concluída. Uma família está se mudando para uma casa, enquanto outras famílias se preparam para sair em busca de uma. Os processos de urbanização nas grandes cidades geram enormes quantidades de complexos habitacionais, vendendo o sonho da casa ideal para milhares de famílias. Na publicidade desse sonho, o lar está rodeado de áreas verdes e dos elementos que constituem, na sociedade atual, a moradia ideal para formar um lar.

    Aqueles que não têm recursos suficientes são forçados a abandonar as áreas urbanizadas e se lançar à moradia ilegal. Os expulsos, na sua maioria desempregados, migrantes, pessoas sem documentos, são levados a habitar na periferia das cidades, nos morros e, no caso deste relato, nos cemitérios.

    A Cidade dos Mortos, no Cairo, é a maior necrópole do mundo. Nela, 1 milhão de pobres usa as sepulturas como módulos habitacionais. O teórico urbano Mike Davis cita o pesquisador da American University do Cairo, Jeffrey Nedoroscik, no que este observa: “Os invasores adaptaram os túmulos com criatividade para atender às necessidades dos vivos. Os cenotáfios e placas fúnebres são usados como escrivaninhas, cabeceiras, mesas e estantes. Barbantes amarrados entre as lápides servem para secar a roupa”.

    O Cairo já foi uma cidade de 29 sinagogas, e grupos menores de invasores ocuparam cemitérios judaicos abandonados. Numa visita a essa cidade, na década de 1980, o jornalista Max Rodenbeck escreveu como encontrou um jovem casal com quatro filhos instalado com todo o conforto num sepulcro neofaraônico de especial esplendor. “Os moradores do túmulo tinham aberto o clumbário e viram que era um prático armário embutido para roupas, panelas e um televisor em cores”, disse.

    Conforme o cemitério foi sendo povoado, surgiram pequenos prédios ao redor das tumbas. Logo apareceram padarias, cafés, um mercado, escolas para as crianças e oficinas mecânicas.

    Por fora, as tumbas são vistas apenas como um espaço vazio, onde descansam os restos mortais de seres humanos. Por dentro, milhares de famílias ocupam esses espaços, criando neles um lar no qual os vivos moram com os mortos.

    Segundo a tradição cairota, os antigos cemitérios eram construídos com quartos e terraços para receber as famílias dos falecidos. Por essa razão, aqueles que fugiram do alto custo do aluguel e da vida urbana foram povoar aquele cemitério. Em algumas tumbas, chegam a dormir 10 pessoas.

    Entre o ano 2007 e 2009, o cineasta português Sérgio Tréfaut realizou um documentário sobre a Cidade dos Mortos, e entrevistou alguns de seus moradores. Dentre os relatos capturados por Tréfaut, observam-se distintas posturas e reações sobre a vida num ambiente fúnebre.

    Uma mulher que foi levada para morar no cemitério, quando ainda era uma adolescente, fala como seu coração foi ficando duro, ao conviver com enterros na cotidianidade do “bairro”. A mulher conta que há ocasiões em que o cheiro nas tumbas é insuportável.

    São várias as razões pelas quais esse cemitério está povoado. Algumas famílias moravam no centro do Cairo ou em prédios caindo aos pedaços. Muitos foram expulsos das suas antigas moradias, pelo perigo que representavam ou por causa dos projetos urbanos que embelezavam o centro da cidade e encareciam o custo de vida, de serviços e de aluguel dos seus antigos moradores.

    No entanto, morar no cemitério não foi a opção mais econômica ou mesmo gratuita. Alguns proprietários permitem que as famílias vivam sem custo em seus mausoléus, mas nem todos tiveram a mesma sorte, pois há os que cobram aluguel. O problema foi que, depois das expulsões, ninguém encontrou lugar para morar na região. A ocupação da necrópole é ilegal. Por causa disso, centenas de moradores vivem sem eletricidade, água potável e serviços públicos, como esgoto ou coleta de lixo.

    SEGREGAÇÃO
    A professora Ermínia Maricato, da Universidade de São Paulo, explica que, com o pretexto do saneamento e da modernização das cidades, são expulsas massas de população, que constroem moradias em terrenos irregulares, como morros, beiras de rios e, como vimos, nos cemitérios. “Esse processo segregacionista que expulsa diversas camadas sociais da cidade formal não só ocorre nas camadas mais pobres. Empregados de indústrias também se veem forçados a morar em favelas e assentamentos irregulares, já que os salários pagos pela indústria e as políticas públicas de habitação não são suficientes para garantir as necessidades de moradia desses grupos sociais”, disse a urbanista.

    Por motivos semelhantes, o cemitério de Navotas, em Manila, Filipinas, está habitado. Suas ruas são delimitadas por linhas de tumbas e, nelas, entre uma alta acumulação de lixo, nascem pequenas casas de papelão.

    O Brasil não é uma exceção, no que diz respeito aos pobres construírem moradias ilegais e em condições adversas. Em outubro de 2013, um jornal gaúcho publicou matéria sobre um grupo de moradores de rua que invadiu um cemitério em Sapucaia do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre. “Para escapar do frio do inverno gaúcho, homens e mulheres fizeram dos jazigos e túmulos uma casa improvisada”, dizia a notícia.

    Como descreveu, em Planeta favela, Mike Davis: “As cidades do futuro, em vez de feitas de vidro e aço, como fora previsto por gerações anteriores de urbanistas, serão construídas, em grande parte, de tijolo aparente, palha, plástico reciclado, blocos de cimento e restos de madeira. Em vez das cidades de luz arrojando-se aos céus, boa parte do mundo urbano do século 21 instala-se na miséria, cercada de poluição, excrementos e deterioração”.

    A professora Maria de Lourdes Zuquim, da Universidade de São Paulo, explica que o problema da moradia dos pobres nos países periféricos guarda semelhanças e diferenças. Entre as diferenças, podemos observar os processos de construção social e histórica do Egito e do Brasil. Ainda que diversos, os países se assemelham ao gerar condições de pobreza que convertem um cemitério numa grande vizinhança. A doutora em Arquitetura diz que basta olhar para as dinâmicas de exclusão à terra urbanizada e moradia digna. Se consideramos a informalidade e a precariedade como características da ausência do estado de bem-estar social, poderíamos concluir que essa situação se agrava quando operários recebem baixos salários em troca de prolongadas horas de trabalho em empresas e indústrias que não reconhecem a dignidade dessa produção.

    Noberg-Schulz afirma que o interior de uma casa funciona como um lugar próprio para os seres humanos somente quando o lar é aquele espaço que sustenta nossos mundos particulares. A Cidade dos Mortos e as milhares de favelas do mundo desafiam esse conceito. Apesar da pobreza a que tem sido condenada grande parte da população urbana, surgem testemunhas das tentativas de transformar a cidade e criar um espaço digno nos lugares mais impensáveis. É como se essas populações reinventassem o espaço, em que a tumba já não é só um lugar no qual descansa o morto, mas também onde nasce uma criança, constrói-se uma família e, dentro do ambiente fúnebre, cria-se também um lugar de convivência tal como uma grande sala de estar para passar os domingos.

    moradores de rua invadiu um cemitério em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre

    Cemitério na Região Metropolitana de Porto Alegre é usado como moradia (Foto: Ivani Schutz/RBS TV)
     Sem teto para viver, um grupo de moradores de rua invadiu um cemitério em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, às margens da ERS-118. Para escapar do frio do inverno gaúcho, homens e mulheres fizeram dos jazigos e túmulos uma casa improvisada, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (vejo o vídeo).
    Familiares de pessoas enterradas no Cemitério João XXIII estão indignados. Após a denúncia, a prefeitura do município promete que as rondas serão intensificadas no local. Com a ocupação dos túmulos, o local se tornou também alvo de vandalismo.
    Maria de Lourdes Freitas, de 43 anos, mora há quatro meses com o companheiro dentro de uma sepultura que transformou em casa. Sem ter para onde ir, conta que o local foi a única opção para o casal ter um teto.
    Moradora encontra abrigo em cemitério de Sapucaia do Sul, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Moradora encontrou abrigo em cemitério de
    Sapucaia do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)
    “Vim no inverno para cá. Fui eu que quis, eu que provoquei a situação. Não quero incomodar meus filhos porque eles têm casa, estão bem. Eu perdi minhas coisas”, explicou Maria de Lourdes sobre a opção de morar nas ruas.
    Outro homem que não quis se identificar montou sua cama em cima de um jazigo. Os túmulos servem até mesmo como varal para pendurar roupas molhadas. Luiz Alberto Bastião, que trabalha como coveiro no cemitério, afirma que os moradores de rua reagiram às tentativas de retirada do local. “Eles voltam, quebram, invadem. Há sempre revolta”, afirma Bastião.
    Pertences são deixados dentro de jazigas no cemitério municipal de Sapucaia do Sul, RS (Foto: Ivani Schutz/RBS TV)Pertences são deixados dentro de jazigas no
    cemitério municipal de Sapucaia do Sul
    (Foto: Ivani Schutz/RBS TV)
    Com o uso inadequado do local,  túmulos acabaram sendo quebrados. Em alguns casos, os azulejos, o mármore e o cobre foram arrancados. Em alguns casos, os túmulos são pichados e quebrados, deixando os ossos humanos à vista em meio à sujeira.
    A situação gera revolta entre os que têm parentes enterrados no cemitério. O professor Eduardo Rocha visita o túmulo do pai com frequência e denunciou a situação. Ele afirma que outros familiares só vão ao local em grupos por temor assaltos ou agressões.
    “Não é aceitável que uma pessoa vá morar dentro de uma sepultura, aonde descansam os nossos mortos, e que ali se tenha uma vida que poderia estar produzindo para o nosso país, colaborando com a nossa realidade social, enfrentando dificuldades e mudando a sua própria realidade social”, finalizou o professor.
    O prefeito de Sapucaia do Sul, Vilmar Vallin, afirma que após receber as denúncias, as rondas no cemitério serão intensificadas. O prefeito sugere que o grupo seja incluído em programas de habitação, como o aluguel social e o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
    “Não vamos pré-julgar essas pessoas, mas nós achamos que elas têm um grau de dificuldade de conviver em um processo de vizinhança, de sair do processo de drogadição para que sejam incluídos na sociedade”, afirma Vallin.

    Reportagem sobre moradora de rua de Guarapari



    Reportagem sobre os 120 anos da avenida Paulista com um morador de rua


    A reportagem da Rádio Globo fazia uma matéria sobre os 120 anos da Avenida Paulista quando encontrou com esse senhor de 67 anos, morador de rua. Com um discurso muito bem articulado, José Aparecido Nogueira passou a todos uma importante mensagem.

    Documentário "Homens invisíveis - documentário sobre moradores de rua"



    https://www.youtube.com/watch?v=P_WS-oQ8pmM

    YOUTUBE - Enviado em 31/03/2008
    Homens Invisiveis é um documentário que fala sobre pessoas excluídas do cardapio social, pessoas que estão diante de nós todos os dias e muitas vezes não as notamos e para isso foram usadas as falas de espcialistas, pessoas comuns e dos próprios moradores de rua.

    Para fazer download deste vídeos clique nohttp://www.4shared.com/file/102251581...

    PARA BAIXAR A TRILHA SONORA PRINCIPAL, AUTORIA: SAULO LEAL "TIO MARUZO"
    http://www.4shared.com/zip/_mBspwyM/T...

    Contato
    Saulo Leal
    tiomaruzo@gmail.com

    Mendigo de SP cantando em inglês...


    Música de Pedro Luis e a Parede e Ney Matogrosso - "Seres Tupy"


    domingo, 25 de maio de 2014

    O condicionado - morador de rua de SP dá nome de "A ilha" para o seu local de moradia.

    Raimundo Arruda Sobrinho era mais um mendigo na cidade de São Paulo. Ele era conhecido localmente por sentar e escrever todos os dias no mesmo lugar. Foi assim por 35 anos… até que em abril de 2011 uma mulher chamadaShalla Monteiro ficou amiga de Raimundo.
    Impressionada com o trabalho poético de Raimundo e querendo ajudar em seu sonho de publicar um livro, Shalla criou uma página no Facebook para mostrar o que o morador de rua vinha escrevendo por tantos anos.

    Vídeo intitulado: "The condicioned" - "O condiconado"

    sábado, 17 de maio de 2014

    Proposição para comida deles...

    Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )
    Local: Cemitério
    Horário: Meia-Noite
    Dia da Semana: Segunda-feira
    Material Necessário:
    Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.
    Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.


    Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )
    Local: Cemitério
    Horário: Meia-noite
    Dia da Semana: Segunda-feira
    Material Necessário:
    Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

    sexta-feira, 16 de maio de 2014

    Charlie Chaplin eating his shoe The Gold Rush High Quality




    O artista americano Gregory Kloehn se joga no meio de montes de lixos para uma boa causa: ajudar moradores de rua de Oakland

    O artista americano Gregory Kloehn é um grande exemplo disso. Ele se joga no meio de montes de lixos para uma boa causa: ajudar moradores de rua de Oakland e, de quebra, desenvolver sua arte.
    Invés de criar objetos modernos e cheios de conceitos implícitos para vender aos ricos, Greg aproveita seu tempo criando abrigo para pessoas que não têm abrigos.
    Acompanhe esse artista fantástico!


    Greg caça materiais para suas obras em montes de lixos que são despejados ilegalmente pelas ruas da Califórnia…
    Artista do Lixo (1)

    As coisas que ele coleta na rua são usadas para construir uma pequenina casa para os desabrigados…

    Artista do Lixo (2)

    Seus projetos estão ganhando cada vez mais atenção!

    Artista do Lixo (3)

    Não só da mídia, mas também das próprias pessoas que ele ajuda

    Artista do Lixo (4)

    Os “pequenos lares” são do tamanho de um sofá

    Artista do Lixo (5)

    Mas mesmo algo tão pequeno pode significar um mundo inteiro para pessoas que não tem um teto para dormir

    Artista do Lixo (6)

    Todas as casinhas são feitas com um telhado inclinado para que a chuva escorra direto para o chão…

    Artista do Lixo (7)

    Elas também têm rodinhas, assim os moradores podem movê-las para onde desejarem…

    Artista do Lixo (8)

    A estrutura geralmente é feita de madeira que é descartada em construções

    Artista do Lixo (9)

    Como um bom artista, primeiro ele cria os moldes…

    Artista do Lixo (10)

    … e depois dá um acabamento sensacional.

    Artista do Lixo (11)

    Como ele cria abrigos, ele sabe que seu trabalho está sendo útil para alguém

    Artista do Lixo (12)

    Uma mulher sem-teto que Greg conhece ficou muito emocionada quando recebeu esse presente…

    Artista do Lixo (13)

    … afinal, nos últimos 5 anos essa foi a melhor casa que ela teve.

    Artista do Lixo (14)

    Ele já publicou um livro “Arquitetura para desabrigados”, em tradução livre

    Artista do Lixo (15)

    O foco de seu trabalho é ajudar pessoas a construírem seus próprios lares…

    Artista do Lixo (16)

    … mesmo quando elas não têm uma casa convencional para isso.

    Artista do Lixo (17)

    No começo ele simplesmente construía essas pequenas casas para vender…

    Artista do Lixo (18)

    … até que um dia um sem-teto apareceu pedindo uma lona para se cobrir.

    Artista do Lixo (19)

    Tudo que Greg tinha era a estrutura de um de seus primeiros projetos…

    Artista do Lixo (20)

    … então ele percebeu que aquilo poderia muito bem ser a nova casa do desabrigado.

    Artista do Lixo (21)

    Mais do que isso, o presente poderia mudar a vida do sem-teto.

    Artista do Lixo (22)

    É claro que ele não pode construir abrigos para todos os sem-tetos da Califórnia…

    Artista do Lixo (23)

    … mas ele também não pretende parar de construir essas casinhas tão cedo.

    Artista do Lixo (24)

    Hoje ele pretende começar dar aulas sobre como fazer essas casinhas.

    Artista do Lixo (25)
    “Muitas pessoas se interessam em aprender e poder ajudar a construir abrigos para os sem-tetos”, diz Greg. “Talvez um dia conseguimos um lugar onde pessoas se encontram para ajudar a construir um sonho… um sonho de ter uma casa”.

    segunda-feira, 12 de maio de 2014

    "Eis a questão: ser ou ter?"









    APRESENTA:













    Projeto "Eis a questão: ser ou ter?"


    Uma proposta de estudo, pesquisa, análise de textos clássicos, criação e montagem de espetáculo cênico de palhaçaria que pretende retratar a miséria humana com humor, lirismo, crítica, habilidades circenses e romantismo.










    O projeto " Eis a questão: ser ou ter?" da BR - Produções Culturais propõe o estudo, pesquisa, análise de textos clássicos, produção e criação artística de espetáculo cênico voltado para a estética da palhaçaria. Para tal, possui o apoio financeiro do FUNDO DE APOIO À CULTURA - FAC - da Secretaria de Estado de Cultura do DF.
                Essa pesquisa refletirá o elemento trágico revisto numa dupla direção, onde se fundem o elemento existencial, de caráter universalista, o elemento político e social, de características mais tópicas e o elemento da estética da palhaçaria.
                Diante da diversidade de textos trágicos teatrais e da literatura mundial, teremos como fonte de inspiração certas questões levantadas nas seguintes obras:  "Ser ou não ser, eis a questão" encontrada em Hamlet, de William Shakespeare; ou “Foi nesta vacaria, cheia de bostas secas e ocas que se desfaziam com um suspiro quando lhes espetava o dedo, que pela primeira vez na minha vida, e diria de bom grado a última se não tivesses de poupar no cianeto, tive de me defender de um sentimento que pouco a pouco assumiu, para meu infortúnio, o terrível nome de amor" encontrada em Meu primeiro amor de Samuel Beckett; ou a reflexão de uma sociedade que se desfalece encontrada em O capote de Gogol, texto inovador que, segundo Dostoiévski, contribui para a “invenção” da cidade “mais fantástica do mundo”, onde os personagens fictícios, frustrados e solitários do autor se perdem e perdem o que têm de mais íntimo (o nariz, o juízo, a identidade, o capote); e outras obras que poderão surgir no decorrer da pesquisa. Essas obras servirão de base para refletir sobre o elemento trágico da existência humana e sua utilização no processo criativo no espetáculo cômico.  A comicidade será trabalhada no formato da estética da palhaçaria  e terá a dupla de palhaços, colocados numa situação de extrema miséria, como veículos e provocadores do humor trágico.
                De antemão, a situação em que pretendemos colocar os nossos dois palhaços é a seguinte: o palhaço (o homem) vive num cemitério, numa cripta, em situação de extrema pobreza. O outro (a mulher) realiza visitas diárias no túmulo de seu ente querido. Num dia qualquer, onde ocorre os acasos, os dois se encontram e iniciam o processo de reconhecimento, conquista amorosa e sedução. Cada um com seus elementos, seus dotes físicos,  habilidades corporais, vocais e instrumentais. As cenas serão construídas no processo colaborativo e terá, como metodologia de trabalho e processo  criativo, a improvisação. Esta será estimulada por elementos visuais, sonoros, textuais, filmes, provocações, etc.

                Ademais, segundo Sérgio Mota: (2011, p. 10), "herdamos dos gregos todo um modo de pensar e fazer teatro - o texto, o ator, as convenções cênicas, a encenação, a teoria sobre o sentido da tragédia, enfim, uma herança da poética da tragédia. Contudo, deparamo-nos com tradição teatral que envolve diversas formas e técnicas de representação, tais como: modelo de construção dramática, a fusão das artes, a convivência do épico e do dramático, a presença do discurso poético, a possibilidade de diferentes formas de jogo para o ator. Por outro lado, essa tradição também nos aponta para uma série de conceitos e temas, como a catarse, o herói, a representação do patético, o trágico, entre outros". Estamos em busca acerca do questionamento da ordem social e política da sociedade brasileira e da criação da estética do palhaço.


    Essa proposta afirma sua relevância cultural ao propor um espaço de realização e reflexão de obras para a cena. Com isso, estabelece uma abordagem global, utilizada como metodologia para o processo criativo,  tornando possível a compreensão das etapas fundamentais de uma montagem cênica e, principalmente, aproximando-a da atividade de pesquisa.
                Ao utilizar questões célebres, localizadas nas obras desses autores mundialmente conhecidos, como ponto de partida para o processo criativo teatral, estabeleceremos um diálogo entre as questões individuais e coletivas vividas pela sociedade contemporânea. Entre a época de William Shakespeare, onde um de seus personagens célebres questiona a existência humana na frase "Ser ou não ser, eis a questão". Ou seja, ser aquilo que deve ser ou ser uma aparência daquilo que os outros desejam que ele seja.
                Agora, numa época onde consumismo impera, onde as pessoas são aquilo que aparentam ser, propomos a reflexão "Ser ou ter". Nessa sociedade quanto mais bem material o homem possui ele é alguém importante e é reverenciado pelos que não têm. E quem não tem dinheiro? Os que não possuem bem material algum? Essas pessoas não existem nessa sociedade capitalista? Quantos moradores de rua, moradores de bueiros, pessoas que moram debaixo de pontes, em lona, e que são considerados indigentes. Muitas dessas pessoas circulam por esse enorme país e não são considerados parte dessa população brasileira porque não possui um registro de nascimento, CPF ou carteira de identidade.
                Nada melhor que colocar essa indagação na figuração de dois palhaços. Com isso, abordaremos outras questões encontradas nas outras obras de Samuel Beckett e Gogol. O humor deverá manter-se firme na evolução do espetáculo, os personagens habitados em pura miséria terão um lirismo exacerbado pela vida. O romantismo aparecerá na relação do encontro desses dois palhaços solitários e que se reconhecerão e se apaixonarão pelo são e não pelo que possuem.
                A viabilidade prática dessa proposta é garantida pela experiência dos profissionais envolvidos, pelo desejo de todos em trabalhar em grupo e com o processo colaborativo. Essa proposta terá como fator marcante a criação e elaboração de dramaturgia. Esta será realizada em sala de ensaio, por meio de improvisos e experimentações.
                Sobre o nome do espetáculo, segundo um estudo da Flowers and Plants Association da Inglaterra, "Rosas e Lírios" frescos contêm feniletilamina. Esta substância, responsável pelo perfume destas flores, estimula o organismo a liberar endorfina, hormônio que produz sensações de prazer. O espetáculo propõe elevar o nível de prazer do seu público por meio do riso gerado pelos palhaços e do prazer da apreciação da estética cênica elaborada.
                Acreditamos que este projeto atenderá uma parte da população do Distrito Federal que não possui um contato intenso com as artes cênicas. Por isso, objetivamos levar oficina teatral e apresentações gratuitas para comunidades que não consomem a arte teatral. A questão da formação de público consumidor da arte teatral é bastante discutida no nosso coletivo. Além disso, essas ações, de alguma forma, darão a oportunidade desse público apreciar o gosto estético e, com isso, despertar o desejo de voltar a apreciá-lo uma outra vez.
                Ademais, acreditamos na aprovação dessa proposta por tudo que já foi acima mencionado, pela experiência, pelas realizações do grupo BR S.A. - Coletivo de Artistas comprovadas em seu histórico e pela excelência artística encontradas no projeto "Eis a questão: ser ou ter?". 



    FICHA TÉCNICA


    Espetáculo: Cravos & Lírios
     Concepção, criação e atuação: Ana Vaz e Denis Camargo
    Assessoria de Direção e Dramaturgia: Lidiane Araújo
    Assessoria de palhaçaria: Ana Flávia Garcia
    Direção Musical: Marco Michelângelo
    Preparação corporal: Ana Vaz
    Cenografia: Roustang Carilho
    Montagem: Roustang Carilho e BR s.a.
    Figurinos: Andrea Patzsch
    Iluminação: Diego Borges
    Operador de Luz: Diego Borges
    Montagem: kléber Werner
    Assessor de divulgação: Pedro Caroca
    Assistente de divulgação: Luciana Matias
    Produção Executiva: Ludmilla Valejo
    Assistente:  Lupe Leal
    Fotógrafo: Vitor Schietti
    Filmagem: Godzilla Filmes
    Gestão do projeto e Coordenação de Produção: Denis Camargo
    Realização: BR S.A. - Coletivo de Artistas



    CURRÍCULO

    2009/2010 - O Casamento - Uma Grande Comédia!, de Nicolai Gogol, direção de Denis Camargo e Lidiane Araújo;

    2010/2011 - Procura-se - Espatáculo de palhaço de Rua, direção de Denis Camargo e Gustavo Reinecken;

    2010/2011 - A Loja dos Suicidas, livre adaptação do conto de Jean Teulè, direção de Denis Camargo e Lidiane Araújo;

    2011 - Oficina de interpretação teatral, com apoio da CAL - Centro de extensão da UnB, ministrado em Brazlândia/DF;

    2011 - Oficina de palhaço, com apoio da CAL - Centro de extensão da UnB, ministrado na Faculdade Dulcina de Mores/DF.

    2011 - O espetáculo Procura-se participou dos seguintes festivais/mostras: - 51º Aniversário de Brasília; - IV Mostra Zezito de Teatro; - SESC Fest Clown 2011 - Festival Internacional de Palhaços; e - IV Festival Amazônia EnCena de Rua; - Semana Universitária / 2º Semestre 2011 da UnB.

    2012 - Sobre Trutas, Cibalenas e Olhares - Temporada de 03 a 26 de fevereiro. Direção coletiva. Olhar Geral: Kênia Dias.

    2012 - O espetáculo Sobre Trutas, Cibalenas e Olhares participou do Cena Contemporânea 2012 - Festival Internacional de Teatro de Brasília - e da II Bienal de Teatro de Campo Grande/MS.




    Ana Vaz
    Ana Vaz, mestre em Artes pela UnB, atriz, coreógrafa, bailarina e palhaça. 




    Denis Camargo
    Denis Camargo  que possui  larga experiência cênica como pesquisador teatral, diretor, ator, produtor, palhaço. É mestre e doutorando em Artes pela universidade de Brasília (UnB)




    APOIO FINANCEIRO